A Entrega ao Evangelho de Jesus


      Um setor do evangelicalismo tem até mesmo começado a sugerir a doutrina de que a conversão a Cristo “não envolve compromisso espiritual algum, qualquer que seja”.1 Os que defendem esse ponto de vista ensinam que as Escrituras prometem salvação a qualquer um que simplesmente creia nos fatos a respeito de Cristo e clame por vida eterna. Não há necessidade de se abandonar o pecado, nem de uma resultante mudança de estilo de vida, nem de se assumir um compromisso — nem mesmo da disposição para se submeter ao senhorio de Cristo.2 Tais coisas, dizem eles, equivalem à obras humanas, as quais corrompem a graça e nada têm a ver com a fé.

     O resultado de tal pensamento é uma doutrina de salvação deficiente. É justificação sem santificação, e o seu impacto sobre a igreja tem sido catastrófico. A comunidade dos crentes professos está permeada de pessoas que foram trazidas a um sistema que encoraja a fé superficial e ineficaz. Muitos crêem sinceramente que estão salvos, todavia, são completamente estéreis e não se verifica fruto em suas vidas.

      Jesus fez esta solene admoestação: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi explicitamente: Nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade’ ” (Mt 7.21–23, itálico meu). Está claro que nenhuma experiência — nem mesmo profecia, expulsão de demônios, ou operação de sinais e maravilhas — pode ser tomada como evidência de salvação se estiver separada de uma vida de obediência.



1 Zane C. Hodges, The Gospel Under Siege (Dallas: Redención Viva, 1981), p. 14.

2 Charles C. Ryrie, Balancing The Christian Life (Chicago: Moo dy, 1969), pp. 169–70.

MacArthur, John. O Evangelho Segundo Jesus. Organizado por Tiago J. Santos Filho, 2a edição, Editora FIEL, 2008, p. 26–27.

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